E aqui está o outro presépio deste ano, que ganhou como cabaninha uma caixa de perfume encarnada e como estrela um naperon de papel! Há que reutilizar materiais, certo? ;)
A árvore de Natal verde foi a nossa pipoca que fez na escola no Natal 2011 (tinha 1 ano!) e eu adoro-a! Do outro lado, a espreitar, está a árvore de natal de rolhas que eu fiz no ano passado.
Uma família. Uma casa. Rotinas. Pormenores. Uma espécie de diário. Um blog simples.
Mostrar mensagens com a etiqueta recordações. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta recordações. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Work in progress - O advento está a chegar
E depois da minha pesquisa e de ver várias ideias de calendários de advento, pus mãos à obra:
Ainda não o acabei, mas até ao dia 1 de Dezembro tenho tempo de o acabar! Acabei por usar rolos de papel higiénico que agrafei no fundo e enfeitei.
Acham que estou no bom caminho? Depois mostro o resultado final!
Agora a ideia é por um miminho em alguns dias (do género um ganchinho, uma guloseima, um enfeite para a árvore, um autocolante...) e pôr uma "acção" todos os dias - por exemplo: ir ver as iluminações de natal, fazer bolachinhas com a mamã, ler uma história de natal com o papá, etc.
Dezembro está à porta, que comece então a contagem decrescente para o Natal!!! :)
Ainda não o acabei, mas até ao dia 1 de Dezembro tenho tempo de o acabar! Acabei por usar rolos de papel higiénico que agrafei no fundo e enfeitei.
Acham que estou no bom caminho? Depois mostro o resultado final!
Agora a ideia é por um miminho em alguns dias (do género um ganchinho, uma guloseima, um enfeite para a árvore, um autocolante...) e pôr uma "acção" todos os dias - por exemplo: ir ver as iluminações de natal, fazer bolachinhas com a mamã, ler uma história de natal com o papá, etc.
Dezembro está à porta, que comece então a contagem decrescente para o Natal!!! :)
Etiquetas:
artesanato,
baby,
Natal,
recordações,
reutilização
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
Peixinhos da horta
Em criança não gostava de feijão verde! Ou "achava" que não gostava, naquelas certezas das crianças. Lembro-me do meu pai se zangar comigo, ele que nunca se zangava, porque me dizia que sem experimentar eu não podia dizer que não gostava!
A minha mãe conta uma história que uma vez chegámos a casa já tarde e a fechadura da porta estava avariada. Como não conseguíamos entrar em casa e a empresa das fechaduras ainda ia demorar, fomos jantar a casa duns tios que viviam perto. Caímos literalmente no prato da sopa e que sopa era nesse dia??? De feijão verde! A fome era tanta que eu comi a sopa toda. A partir daí nunca mais pude dizer que não gostava... :)
E o que é facto é que agora adoro feijão verde! Em sopa, cozido, salteado, guisado com tomate e em peixinhos da horta!! Mas é uma coisa que hoje em dia raramente se vê... E às vezes quando se encontram são molengos e oleosos. Nada como eu comia em casa da minha avó!
Então um dia destes deu-me e resolvi experimentar fazer em casa. Nunca tinha visto fazer, nem nunca tinha feito polme na minha vida. Ainda pensei comprar uns que se vendem em pacotinhos de pó e se junta um líquido qualquer, mas pensei que se era para recriar os de antigamente nada de polme artificial. Lá fui ver várias receitas, fiz uns cálculos de cabeça, e fiz a minha própria proporção de farinha, leite e ovos.
Ficaram maravilhosos! Com a "capinha" tostadinha e estaladiça! Mesmo como eu me lembrava deles! A repetir sem dúvida!
A minha mãe conta uma história que uma vez chegámos a casa já tarde e a fechadura da porta estava avariada. Como não conseguíamos entrar em casa e a empresa das fechaduras ainda ia demorar, fomos jantar a casa duns tios que viviam perto. Caímos literalmente no prato da sopa e que sopa era nesse dia??? De feijão verde! A fome era tanta que eu comi a sopa toda. A partir daí nunca mais pude dizer que não gostava... :)
E o que é facto é que agora adoro feijão verde! Em sopa, cozido, salteado, guisado com tomate e em peixinhos da horta!! Mas é uma coisa que hoje em dia raramente se vê... E às vezes quando se encontram são molengos e oleosos. Nada como eu comia em casa da minha avó!
Então um dia destes deu-me e resolvi experimentar fazer em casa. Nunca tinha visto fazer, nem nunca tinha feito polme na minha vida. Ainda pensei comprar uns que se vendem em pacotinhos de pó e se junta um líquido qualquer, mas pensei que se era para recriar os de antigamente nada de polme artificial. Lá fui ver várias receitas, fiz uns cálculos de cabeça, e fiz a minha própria proporção de farinha, leite e ovos.
Ficaram maravilhosos! Com a "capinha" tostadinha e estaladiça! Mesmo como eu me lembrava deles! A repetir sem dúvida!
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Aproveitamento de arroz
Eu sempre adorei arroz de bacalhau! A minha filhota gostava e o meu marido nunca gostou, mas comia... Um dia destes fiz arroz de bacalhau.A L. não gostou e o marido nem lhe tocou... Resultado: um tacho de arroz de sobra...
Começei a pensar o que fazer com ele... Ainda me lembrei de fazer uma tomatada, pôr por cima e levar ao forno... Mas não me agradou. E de repente lembrei-me dos pastéis de arroz da Rosa, um dos sabores da minha infância, daqueles que dificilmente voltamos a provar, como este.
Nunca tinha feito (nem visto fazer) pastéis de arroz, mas fiz aquilo que costumo fazer muitas vezes: pesquiso várias receitas na net e depois faço a minha própria receita!
Aos cerca de 800 g de arroz de bacalhau juntei queijo ralado a olho e 4 ovos batidos (talvez podessem ter sido só 3...). O arroz já tinha salsa, senão teria juntado também. Moldei a mistura do arroz com o auxílio de 2 colheres de sopa, como se faz aos pastéis de bacalhau e fritei em óleo bem quente. A Rosa fazia em formato de bolinhas e disseram-me que também se pode fazer género hamburguer...
Acompanhei com molho de tomate e manjericão que tinha no meu congelador, igual a este, e salada de tomate.
Ficaram deliciosos! A repetir sem dúvida alguma.
No mesmo dia, e aproveitando que estava com a mão nos fritos, fiz mais um petisco que me saiu muito bem. E que também faz parte das minhas memórias mais antigas - peixinhos da horta. Conto-vos tudo noutro post.
Começei a pensar o que fazer com ele... Ainda me lembrei de fazer uma tomatada, pôr por cima e levar ao forno... Mas não me agradou. E de repente lembrei-me dos pastéis de arroz da Rosa, um dos sabores da minha infância, daqueles que dificilmente voltamos a provar, como este.
Nunca tinha feito (nem visto fazer) pastéis de arroz, mas fiz aquilo que costumo fazer muitas vezes: pesquiso várias receitas na net e depois faço a minha própria receita!
Aos cerca de 800 g de arroz de bacalhau juntei queijo ralado a olho e 4 ovos batidos (talvez podessem ter sido só 3...). O arroz já tinha salsa, senão teria juntado também. Moldei a mistura do arroz com o auxílio de 2 colheres de sopa, como se faz aos pastéis de bacalhau e fritei em óleo bem quente. A Rosa fazia em formato de bolinhas e disseram-me que também se pode fazer género hamburguer...
Acompanhei com molho de tomate e manjericão que tinha no meu congelador, igual a este, e salada de tomate.
Ficaram deliciosos! A repetir sem dúvida alguma.
No mesmo dia, e aproveitando que estava com a mão nos fritos, fiz mais um petisco que me saiu muito bem. E que também faz parte das minhas memórias mais antigas - peixinhos da horta. Conto-vos tudo noutro post.
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Bolinhos
A nossa L. adora ajudar na cozinha e fazer coisas como bolachas, gelatina ou bolos. Desta vez lembrei-me da receita dos beijinhos de preta que já não fazia desde o ano passado, porque é fácil e não é preciso cozinhar nada, é só misturar.
E porque é que a chucha ficou esquecida ao pé da taça?!?! Porque ela ficou deslumbrada com as mãos cobertas de massa de bolo e quis lamber tudinho!!! :)
O bom de ser mãe é podermos voltar a brincar e a recordar todas as coisas boas da nossa infância, como o prazer de rapar a taça dos bolos! eheheh
E porque é que a chucha ficou esquecida ao pé da taça?!?! Porque ela ficou deslumbrada com as mãos cobertas de massa de bolo e quis lamber tudinho!!! :)
O bom de ser mãe é podermos voltar a brincar e a recordar todas as coisas boas da nossa infância, como o prazer de rapar a taça dos bolos! eheheh
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Para a avó, no Dia da Mãe
Ontem vivemos mais um Dia da Mãe e se é verdade que desde que fui Mãe da L. este dia passou a ganhar um significado mais especial, não me esqueço nunca de dar um miminho à minha própria Mãe! Mas à parte a minha lembrança para ela, quis fazer com a L. um presente para a minha filhota dar à avó! Ela adora fazer trabalhos comigo e adora dar presentes!!!
Cortei um pedaço de cartolina e deixei a L. desenhar. Ela desenhou a nossa família. Ainda que muito primariamente, já desenha a figura humana! É muito engraçado ver a evolução dos rabiscos dela para coisas que começam a fazer sentido.
Do outro lado da cartolina colei uma fotografia dela e depois "emoldurei-a" com craft sticks. Descobri estes já coloridos numa loja dos chineses. Daqueles de madeira natural que os médicos usam para nos ver a garganta já conhecia, mas coloridos foi a primeira vez que vi e achei muito giros. Já ando a pensar em outras formas de os utilizar em trabalhos com a L. Um dia destes faço um post dedicado a ideias com craft sticks, combinado?
Eu também recebi os meus próprios miminhos, claro!!. Um comprado pelo papá para a L. me dar e outro feito pela nossa pipoca na escola - um frasco de vidro pintado por ela com bolachinhas lá dentro. Adorei! Ainda por cima porque as bolachinhas me trouxeram recordações da minha infância, pois eram as bolachas que a minha avó paterna tinha sempre para mim lá em casa - acho que se chamam beijinhos (são daquelas que têm um torrão de açúcar colorido em cima). Ainda não fotografei, mas quando o fizer, posto por aqui.
Cortei um pedaço de cartolina e deixei a L. desenhar. Ela desenhou a nossa família. Ainda que muito primariamente, já desenha a figura humana! É muito engraçado ver a evolução dos rabiscos dela para coisas que começam a fazer sentido.
Do outro lado da cartolina colei uma fotografia dela e depois "emoldurei-a" com craft sticks. Descobri estes já coloridos numa loja dos chineses. Daqueles de madeira natural que os médicos usam para nos ver a garganta já conhecia, mas coloridos foi a primeira vez que vi e achei muito giros. Já ando a pensar em outras formas de os utilizar em trabalhos com a L. Um dia destes faço um post dedicado a ideias com craft sticks, combinado?
Eu também recebi os meus próprios miminhos, claro!!. Um comprado pelo papá para a L. me dar e outro feito pela nossa pipoca na escola - um frasco de vidro pintado por ela com bolachinhas lá dentro. Adorei! Ainda por cima porque as bolachinhas me trouxeram recordações da minha infância, pois eram as bolachas que a minha avó paterna tinha sempre para mim lá em casa - acho que se chamam beijinhos (são daquelas que têm um torrão de açúcar colorido em cima). Ainda não fotografei, mas quando o fizer, posto por aqui.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Olhem o meu pai!
O meu pai fez anos no final de Janeiro. E mais uma vez o dilema: o que lhe dar?! Já esquecendo o facto de ter sido Natal há um mês... as ideias de presentes são sempre os mesmos e pouco originais: roupa, gravatas, livros?!... Este ano não me apetecia oferecer-lhe nada disto.
Então comecei a pensar em algo mais "a puxar à emoção". Pedi ajuda à minha tia, irmã dele, e juntas conseguimos arranjar uma série de recordações da infância do meu pai, conhecido, quando nasceu, pelo "bebé da avenida" na cidade onde viviam! :)
Então os presentes foram duas caixas, uma com recordações várias (primeira roupinha, recortes de jornais, etc) e outra com brinquedos, e uma moldura com uma revista de que foi capa!
Não podia ter tido melhor ideia! :) O meu pai gostou muito de rever coisas que há muito se tinha esquecido e que nem fazia ideia que ainda existiam, guardadas com todo o carinho pela minha avó.
E aquilo que mais o fez emocionar foi a sua querida pistola, com cinto e coldre. :)
Duas conclusões:
Às vezes é tão fácil fazer uma pessoa feliz!
Nem sempre as prendas mais elaboradas, caras ou na moda são as mais especiais...
Então comecei a pensar em algo mais "a puxar à emoção". Pedi ajuda à minha tia, irmã dele, e juntas conseguimos arranjar uma série de recordações da infância do meu pai, conhecido, quando nasceu, pelo "bebé da avenida" na cidade onde viviam! :)
Então os presentes foram duas caixas, uma com recordações várias (primeira roupinha, recortes de jornais, etc) e outra com brinquedos, e uma moldura com uma revista de que foi capa!
Digam lá se o meu pai não era um bebé todo jeitoso?! ;)
E aquilo que mais o fez emocionar foi a sua querida pistola, com cinto e coldre. :)
Duas conclusões:
Às vezes é tão fácil fazer uma pessoa feliz!
Nem sempre as prendas mais elaboradas, caras ou na moda são as mais especiais...
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Beijinhos de preta
Mais uma experiência culinária, desta vez com o meu afilhado! Foi uma casualidade, mas acabei por, com poucos dias de diferença, fazer bolinhos de amêndoa com ambos os meus afilhados.
Desta vez fizemos uns bolinhos que se chamam "Beijinhos de preta". Uma receita que todos nós (tios e primos) comíamos em casa dos avós na nossa infância, feitos pela R. que nos enchia de pequenos mimos doces.
Receita: 100g amêndoa picada, 100 g chocolate em pó, 100g açúcar, café q.b.. Mistura-se tudo e tendem-se bolinhas que se enrolam em açúcar.
Desta vez fizemos uns bolinhos que se chamam "Beijinhos de preta". Uma receita que todos nós (tios e primos) comíamos em casa dos avós na nossa infância, feitos pela R. que nos enchia de pequenos mimos doces.
Receita: 100g amêndoa picada, 100 g chocolate em pó, 100g açúcar, café q.b.. Mistura-se tudo e tendem-se bolinhas que se enrolam em açúcar.
terça-feira, 10 de julho de 2012
Uma tarte de amêndoa diferente
Namoro com o meu marido há mais de uma década e nunca lhe fiz uma tarte destas. Pior: a minha irmã tem mais de 20 anos e não se lembra de comer esta tarte... Ou seja, há mesmo muitos anos que não cozinhava esta receita, que é ó-pti-ma! (ler este parágrafo a posteriori fez-me sentir velha...)
Tartes de amêndoa há muitas, mas esta é diferente e mesmo muito boa! Começa por ter uma base de bolacha moída, manteiga e vinho do Porto. E depois tem um creme de amêndoa por cima, que também leva manteiga, natas e gemas. Hmmm!
O meu pai é que se (re)lembrou há uns tempos desta receita e me pediu para fazer. E este fim-de-semana fiz-lhe a surpresa!
Só me lembrei foi de tirar a fotografia no final do almoço. Quatro pessoas atacaram a tarte e sobrou isto:
A minha irmã chegou à noite e acabou-a!!! :-P
Tartes de amêndoa há muitas, mas esta é diferente e mesmo muito boa! Começa por ter uma base de bolacha moída, manteiga e vinho do Porto. E depois tem um creme de amêndoa por cima, que também leva manteiga, natas e gemas. Hmmm!
O meu pai é que se (re)lembrou há uns tempos desta receita e me pediu para fazer. E este fim-de-semana fiz-lhe a surpresa!
Só me lembrei foi de tirar a fotografia no final do almoço. Quatro pessoas atacaram a tarte e sobrou isto:
A minha irmã chegou à noite e acabou-a!!! :-P
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Saudades
Se fosse viva a minha avó Helena (à esquerda na fotografia) teria celebrado 80 anos na semana passada... Infelizmente não está connosco há já 6 anos. Mas eu continuo a ter tantas saudades como no 1º dia...
Da avó que me chamava a sua "botijinha" porque eu me enfiava na cama dela de manhã, quando os meus pais me deixavam lá para irem trabalhar, e dormiamos as duas mais um bocado. Da avó que me dizia para ver fotografias de bebés bonitos em revistas porque assim ia ter um filho bonito (e não é que resultou?!). Da avó que rezava para eu arranjar um noivo que fosse meu amigo (e ela que nunca chegou a conhecê-lo...). Da avó que desde a minha adolescência recortava bolos de noiva bonitos para tirar ideias para o meu casamento - e que falta lá fizeste avó!...
Restam-me as recordações. E as fotografias. Como estas que fui recolhendo desde a sua infância até ao seu casamento e nascimento do seu primeiro filho (minha mãe), e que compilei num album.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Na moda
Este ano o meu bolo foi assim!... :) Embora não tenha sido planeado e tenha sido comprado a correr (privilegiando a frescura do bolo), não podia estar mais adequado! Primeiro porque os Smurfs estão na ordem do dia e depois porque têm tudo a ver com a minha infância!!! E não há recordações melhores dos dias e festas de aniversário do que as da nossa infância, pois não?!
Eu tinha tantos estrumpfes - para mim vão chamar-se sempre assim! - quando era miúda! Tinha uma daquelas casinhas de madeira na parede com a minha colecção toda. O estrumpfe cozinheiro, o estrumpfe pintor... Quem é que não tinha destas casinhas na parede do quarto?! Era tão anos 80! :-)
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Tia prendada
Tenho uma família de gente prendada para trabalhos manuais. As minhas bisavós, avós e tias-avós eram/são pessoas habilidosas e com muito bom gosto. Tenho peças muito bonitas no meu enxoval, que estimo muito principalmente por terem sido feitas por quem foram.
Tive foi um problema: quando casámos e escolhemos a cama nem nos lembrámos dos tamanhos standard dos colchões e dos lençóis (um "pequeno" pormenor!...) e por isso há uma série de conjuntos de cama que não uso (mas guardo religiosamente!), pelo que acabei por ficar com pouca roupa de cama. Então, a minha Tia Teresa tem-me feito algumas peças que, não só me dão muito jeito, como me enchem de orgulho quando acabo de fazer a cama de lavado e olho para o trabalho que foi feito exclusivamente para mim, com muito carinho! Dá ainda mais vontade de me deitar nestes lençóis.
É uma pena é que este tipo de trabalhos, de tradição, vá parar na geração da minha tia-avó, pois nem a minha mãe e tias, nem eu, a minha irmã ou as minhas primas sabemos ou temos qualquer habilidade para estes trabalhos tão bem feitinhos!
domingo, 17 de julho de 2011
O valor das coisas
Não comprei nem um lençol para a nossa filha! Mesmo roupa dos primeiros meses comprei muito pouca, a L. teve muitas coisas oferecidas e usou muita roupa emprestada. É uma altura em que a roupa não se estraga, em que os bebés usam 2-3 vezes (quando não é menos!) cada peça de roupa, porque crescem num instante. E emprestaram-me roupa tão gira que não vi necessidade de gastar dinheiro nisso, quando havia muitas outras coisas a comprar para receber o nosso bebé. Mas fizemos questão de pelo menos comprar a 1ª roupinha que ela vestiu ao nascer!
Voltando aos lençóis... todos os que a L. usou primeiro no berço, e agora na caminha de grades, foram herdados/emprestados/oferecidos. Lençóis, se forem de qualidade, são coisas que duram anos e anos em bom estado de conservação. E sabem o que é giro??? É que a minha filha acabou por usar lençóis bordados pela Mãe há 15 anos, para as minhas primas (como é o caso do dos coelhinhos) ou há 11, para o meu afilhado (o dos patinhos). Quando os vi e me recordei de os estar a fazer até me emocionei... Foi coisa que não me passou pela cabeça, quando os bordei, que os meus filhos iam usar aqueles lençóis. Mas ainda bem que assim foi. E foram feitos com muito carinho. Porque a chegada de um bebé à família é sempre um momento muito especial e a sua preparação é partilhada por todos! Eu vi isso agora com a minha filha.
Para além destes, a L. teve a sorte de dormir em lençóis bordados à mão pelas duas bisavós maternas, que eram muito prendadas. Usou lençóis que eram do avô L. quando era bebé e que entretanto já tinham sido meus e da minha irmã, e lençóis bordados pela bisavó Helena, com as sua florinhas de canotilho. Sempre me lembro da minha avó fazer estas flores - aliás tenho um lençol no meu "enxoval" de casada feito por ela com estas flores:

Mais do que não ter gasto dinheiro em lençóis, acho que o mais importante é a L. ter usado estes lençóis de família, com história. Eu dou valor a estas coisas.E quero transmitir à minha filha estes valores.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Memórias escritas
No seguimento dos textos que já escrevi sobre achar importante preservar recordações da infância da minha filha, para mais tarde ela ver, aqui fica mais uma das memórias em que tenho vindo a investir.
Quando foi do nascimento da minha irmã mais nova estes álbuns estavam "na moda" e ela teve vários, que a minha mãe teve de trocar. Agora, quando a L. nasceu eu queria que alguém se lembrasse de me oferecer um álbum destes, mas não foi o caso. Desta vez "a moda" foram mantas! Frio a minha filha não passou, perdi a conta ao nº de mantas que lhe ofereceram!!! :-) E imagens do Anjo da Guarda! Tão pequenina e já tem uma colecção!
Mas entretanto a Madrinha resolveu oferecer-lhe o álbum "Era uma vez... Eu" (com ilustrações e textos muito engraçados), por saber que a Mamã gostava de ter um para a sua pipoca. E como depois chegou o 1º Natal da L., a Vovó ofereceu-lhe o da Anne Geddes, que tem fotografias muito giras.
E assim, a Mamã e o Papá (sim, o Papá também participa nesta parte!) têm vindo a registar todos os momentos da sua princesa - pesos e alturas, gracinhas, datas importantes, algumas fotografias...
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Caixinha de memórias
Uma das ideias que tinha para a minha filhota era fazer-lhe uma caixa de recordações. E esse é um projecto que até agora tem sido bem sucedido! E acima de tudo porque é um projecto simples, que não requer muito tempo e nenhuma habilidade! Acessível a toda a gente! Mas é um projecto que pretendo que dure por vários anos, até poder ser ela, se quiser, a dar-lhe continuidade.
Então só precisamos de uma caixa a gosto - cartão, plástico, verga, grande, pequena...(cada um decide o que é melhor, função do tipo de recordações que pretende guardar lá dentro) e muuuito amor! :-)
A caixa da minha pipoca é rectangular, de cartão, às risquinhas azuis e brancas. E pretendo guardar nela pequenos tesouros que acho que ela um dia vai gostar de ver e que vão, todos juntos, constituir uma pequena amostra do percurso de vida dela, que espero cheio de boas e felizes memórias.
Até agora tem lá dentro a minha bolsa de grávida, com o meu boletim de grávida e as ecografias dela (em papel e CD), as nossas pulseiras de maternidade, a sua 1ª camisinha (que tem o ano de nascimento bordado!), o gorro que usou mal nasceu, uma das suas 1ª fraldinhas (tão pequeninas!!!) - acho que ela vai adorar ver o tamanho das fraldas de recém-nascido, os sapatinhos que usou no dia do baptizado, os santinhos, o missal e o diploma desse dia, os jornais do dia em que nasceu - para memória futura... E se calhar mais algumas pequenas coisas que agora não me estou a lembrar...
E agora é só ir continuando, em cada etapa da vida dela, a guardar objectos marcantes para mais tarde recordar!
"O que acumula muitas recordações felizes na infância, já está salvo para sempre."
Dostoievksi
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Os meses passam...
... e há projectos que ficam para trás...
Quando estava grávida vi, em diversos sites, projectos fotográficos de pais que semanal ou mensalmente fotografavam os seus filhos, para ir acompanhando o seu crescimento ao longo do 1º ano de vida, e depois faziam um album. Um deles, que me lembro bem e fui procurar o blog, fotograva sempre o bebé com um body branco e com o auxílio do photoshop colocava a o número de semanas por cima, como se fizesse parte da roupinha do bebé!
Mas entretanto, numa pesquisa no Etsy, encontrei estes autocolantes mensais e estes semanais e resolvi partilhar aqui no blog, para quem quiser fazer algo semelhante.
Quando estava grávida vi, em diversos sites, projectos fotográficos de pais que semanal ou mensalmente fotografavam os seus filhos, para ir acompanhando o seu crescimento ao longo do 1º ano de vida, e depois faziam um album. Um deles, que me lembro bem e fui procurar o blog, fotograva sempre o bebé com um body branco e com o auxílio do photoshop colocava a o número de semanas por cima, como se fizesse parte da roupinha do bebé!
E eu fiquei com a ideia de fazer o mesmo. Mas não fiz... O tempo voa, as intenções são boas (e muitas!), mas algumas têm de ficar para trás. Claro que tenho fotografias da minha filhota em quase todos os dias da vida dela. A máquina está sempre à mão e qualquer coisa que acho graça fotografo. Mas não iniciei este projecto que achava uma certa piada e agora que já passaram 6 meses penso que já não faz muito sentido...
Mas entretanto, numa pesquisa no Etsy, encontrei estes autocolantes mensais e estes semanais e resolvi partilhar aqui no blog, para quem quiser fazer algo semelhante.
Mas a L. tem outras recordações que a mamã fez/faz para ela! Quando puder falo aqui sobre isso.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Jardim "dos patinhos"
Há algumas semanas fomos a um jardim que faz parte das minhas recordações de infância. Quando a minha Mãe trabalhava ao Sábado, costumava ir lá com o meu Pai, depois de tomarmos o pequeno-almoço nos Pastéis de Belém e, geralmente, antes de irmos passear de barco até ao Porto Brandão ou à Trafaria! Coisa que eu adorava!!!
Chamava-lhe o Jardim "dos patinhos" e fica mesmo por trás dos Pastéis de Belém. É o Jardim do Ultramar ou Jardim Botânico Tropical.
Embora se pague a entrada (2€/pessoa), é um sítio óptimo para ir passear em família. Muito tranquilo, relaxante, tem muitas sombras e banquinhos. Vamos voltar a levar lá a nossa pipoca de certeza!
terça-feira, 24 de maio de 2011
O bolo do baptizado
E agora o bolo de baptizado! Dentro da mesma filosofia - simples -, das mesmas cores - branco e rosa - e da mesma temática - as pombas.
Passados 3 anos e meio, voltei ao mesmo sítio onde encomendámos o nosso bolo de casamento. E não me arrependi. Fizeram, mais uma vez, exactamente aquilo que eu tinha pedido. Embora tenha havido gente a dizer que parecia mais uma foca que uma pomba... :( Mas eu gostei!
Aqui fica a inspiração, retirada da net (encontram-se bolos lindos na net e depois é só adaptar ao que queremos e mandar fazer). Optei por ser só uma pombinha, em vez de duas, porque era um baptizado e não um casamento.
A outra hipótese teria sido esta:
Acham que escolhi bem?
Esclarecimento: quem lê este blog sabe como eu detesto os pombos que se tornaram uma praga em todo e lado e, em particular na minha rua. Mas aqui não se tratam de pombos (sujos e feios!) e sim de uma pomba, que simboliza o Éspírito Santo, a beleza, a pureza e a Paz.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Os meus últimos trabalhos manuais
As últimas semanas têm sido de forte adaptação... Depois da licença de maternidade, o regresso ao trabalho não é fácil. Não pelo trabalho em si, mas por ter de deixar a minha pipoca, ter de abdicar de estar 24h com ela e ter de, agora sim, cortar parte do cordão umbilical exterior que nos une desde o dia em que ela nasceu. Eu sei que ela fica bem, eu sei que tenho a sorte de ter um horário reduzido que me permite chegar cedo a casa e continuar a amamentá-la... mas não é fácil na mesma! E tenho o direito de me queixar!!! :-)
Nos últimos dias de licença a neura era mais que muita, queria aproveitar cada minutinho. E para além do mais tinha trabalhos para fazer, como os que mostro em baixo, e daí a minha maior ausência do blog.
Em inícios deste mês foi o baptizado da nossa filha. Foi uma cerimónia muito bonita (pelo menos a mãe achou!)! Simples, como nós gostamos. A mim coube-me fazer os missais, escrever à mão os santinhos para oferecer aos convidados de recordação e fazer os arranjos de mesa, com a ajuda da minha mãe. Ah, e escrever uma oração original de consagração da minha filha a Nossa Senhora.
Ao contrário dos missais do nosso casamento, desta vez não me meti em muitos trabalhos e fi-los em A5, de forma a ser só dobrar ao meio. É que os outros quis que fossem quadrados, ou seja deu-me um trabalhão cortar na guilhotina centenas e centenas de folhas. Também não fiz a capa nem a cores nem com um papel diferente, como há 3 anos atrás. Por isso foi só fazer um exemplar e depois fotocopiar, dobrar e prender com o atilho cor-de-rosa.
A temática escolhida foi uma pomba. Neste caso a pomba do Picasso. Gosto muito desta ilustração. Quando estive em Paris, no museu Picasso, trouxe um iman para a minha mãe e uma reprodução para emoldurar para o meu pai e fiquei sempre com a ideia de a utilizar no baptizado de um filho - por isso, aqui está! :-)
Quanto aos santinhos, só tive pena de não arranjar em cor-de-rosa, porque embora adore azul combinavam melhor com o resto das coisas... Optei por escrevê-los todos à mão com caneta dourada. Escolhemos a frase: "A fé é uma chama que se acende noutra chama". Pode ter muitos sentidos...
Da roupa tratou uma tia-bisavó da L., que é fantástica. Eu considero-a minha avó e tem sido uma autêntica avó/bisavó para a minha filha. O vestido era do meu pai! E foi só mudar as fitinhas azuis já velhas por umas cor-de-rosa novas. A vela ofereceu o padrinho. E a toalha era dos avós da minha avó!
O bolo fica para outro post.
Enfim, mais um dia para recordar!
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Homemade

Descobri esta imagem por acaso e achei-lhe graça. Primeiro porque gostando de cozinhar e de experimentar receitas, mesmo aquelas que dão mais trabalho como bolo-rei ou pão de rala, nunca experimentei fazer maionese em casa... E depois porque me fez lembrar os livros da Anita! Que recordações da minha infância... Tinha muitos e adorava! Alguns ainda eram os da minha mãe e tias. E devem estar para lá todos, agora para a minha pipoca descobrir na casa dos avós. Vai ser giro recordar a minha infância na infância da minha filha!
Subscrever:
Mensagens (Atom)






